TELÉGRAFO SERÁ EMPRESTADO PARA MUSEU DA LAPA

 

O telégrafo Policial de 1910 que ficou na parede de um bar na esquina da Rua Doze com a Cincinato Pomponet cerca de 100 anos, já foi integrado ao Museu da Polícia Militar, onde passará por um trabalho de higienização, interna e externa, para depois ser emprestado para exposição no Museu da Lapa.
A retirada do aparelho da parede do bar só foi possível com a autorização de um dos donos do prédio, Sérgio Sbrighi, que acompanhou a remoção da caixa, na manhã do último domingo, 8, junto com o morador e historiador da Lapa, Décio Ferreira, que, na edição publicada de 3 a 9 de maio, contou a história do primeiro aparelho de comunicação do bairro. Com a publicação da matéria que retratou a importância o telégrafo (escrito com ph) para a história da Lapa, a direção do Museu da PM se uniu às lideranças comunitárias para retirar o equipamento.
Como a caixa só interessava ao museu da PM se estivesse com as características originais, no dia 5, o chaveiro (Toninho) conseguiu abrir a porta que estava emperrada. “A caixa de emergência está completa, com o aparelho telefônico e até o fio é original”, constatou o coordenador do Museu da PM Capitão João Luiz Ferraz. “Naquela época o fio era cobre e tecido. O pixe funcionava como um isolante”, completou o policial. Para Décio e Boneli, o momento é histórico.

Fotos: Julia Braga

Texto: MARIA ISABEL COELHO
Ref: Jornal da Gente
 

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PM RETOMA ENCONTROS COM A COMUNIDADE

Depois de um amplo diálogo com o Conselho das Associações Amigos de Bairro da Região da Lapa (Consabs) e com a imprensa local, o comando do 4º Batalhão de Polícia Militar Metropolitana, decidiu retomar, na quarta-feira, 11, o café da manhã com as comunidades locais. “Esse tipo de evento é a fórmula que julgamos mais adequada para, num bate-papo informal, nos aproximarmos da Polícia Militar.”, explica o presidente do Consabs, José Benedito Boneli Morelli. “Já fizemos isso no passado e os resultados foram positivos. Houve um certo distanciamento entre a PM e a comunidade, o que não é bom para ninguém. Por isso conversamos com o coronel (Nicanor Ribeiro de Camargo Neto, comandante do 4º Batalhão), que concordou em retomar essa iniciativa”, acrescenta Boneli.
Para o coronel Nicanor, o café da manhã é a oportunidade de estabelecer um canal de diálogo permanente com a população. “Espero que esses encontros se transformem numa expressão de comunicação sincera e transparente entre a polícia e a comunidade. Juntos, podemos encontrar as soluções”.
Na mesma linha seguiu o major José Geraldo de Rezende. Segundo ele, o objetivo do café da manhã é “trazer pessoas da comunidade para um bate-papo informal, não ncessariamente representantes de órgão públicos, pois já existem os Consegs com reuniões mensais em suas respectivas áreas”.
Durante o café da manhã, o coronel Nicanor apresentou o capitão Claudisbel Barbosa dos Santos, como o novo comandante da 2ª Companhia do 4º Batalhão.

Fotos: Julia Braga
Ref: Jornal da Gente

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